terça-feira, 7 de outubro de 2008

Visita a Wilson Miranda, na Associação Mineira de Imprensa-AMI












Estive na AMI (Associação Mineira de Imprensa, que fica em um local nobre e privilegiado:na tradicional Rua da Bahia, onde os passos de tantos escritores,poetas, jornalistas e boêmios escrevera sua história e a História de Belo Horioznte,ao lado da Academia Mineira de Letras.

Fui lá para visitar o jornalista Wilson Miranda, uma pessoa que passou a Vida envolvido nas dobras de um manto especial, o da Cultura.Passaram por seu olhar,na TV, desde Memoriais quais o de Maria Moura, a novelas, shows...
Lua cheia, irradia luares, e ninguém diz que percorre a exitência há mais de sete décadas.Olhar atento e curioso, sorriso largo, amor a mais pelo prédio, que quer transformar para que sirva à Cultura na capital mineira, com expansões para o interior.
vejo recortes, embalo-me ao som de sua voz que gosta de contar episódios vividos e sonhados.

Atualmente, a meta é reconstruir o prédio, e espanta-me que projeto de tal envergadura , que abrangerá a memória do jornalisnmo, mas se prestará a acontecências presentes, exposições, peças, palestras e um sem número de ações de utilidade pública , não tenha passado, quando submetido à Lei Estadual de Incentivo à Cultura.Mas o que mais causa-me perplexidade é terem escrito que o proponente , no caso, ele, não tem um compromentimento com a cultura.

Vejo recortes de Mariana,a Cidade primaz do Brasil ,e também de cidades outras por onde ele passou ou foi homenageado.Mas sobre os contactos em Mariana ,leio tudo-pois lá é a sede da Governadoria do inBrasCi, sob a coordenação de Andr[eia donadon e seu staff:Gabriel Bicalho, J.Benedito -Leal, J.S.Ferreria...Recordo os lindos versos de D.Hebe Rôla, professora emérita da UFOP , sobre os sinos de mariana, escutados por Alphonsus de Guimaraens a escrever e sonhar simbolismos.O nome dela está em um dos recortes...

Noutros países, seria reverenciado.Conselheiro de novas gerações de jornalistas e comunicadores.Não bastassem os muitos certificados de mérito, medalhas concedidas ao longo de sua produtiva carreira,ainda agora, mantem-se, já no segundo mandato, a ninar a AMI.

Enquanto conversávamos, entra uma garotinha, depois a mãe, com uma bebezinha ao colo, pedem-lhe para guardar o carrinho dessa, pois vão lanchar:acompanham o artista,marido e pai, que vem ensair com o coral que ali se prepara.

Vai mostrar-me os cantores a ouvir a orientadora.Ela lhes fala da edelweiss, eles repetem palavras em alemão.De imediato, recordo-me de minha amiga Gretchen, a nossa querida D,.Margarida, em Juiz de Fora,d,Margarida,mmãe de minha amiguinha Renate, que , ao assistir conosco , no Cine Teatro central,"Sissi, a Imperatriz', protagonizada na tela por Romy Schneider,chorou no cinema, emocionada.Depois contou-me que, na Àustria, a Edelweiss, que cresce muito alto e flroesce na neve, é buscada pelos jovens apaixonados e ofertada à bem-amada.Uma prova de amor inconteste, pois correm riscos para colhê-las.Lembro de Julie Andrews, em A Noviça Rebelde...

Mas não me chamem de saudosista.Sou mesmo, mas na tentativa de preservação da memória:o mesmo processo que vive o caro amigo Wilson Miranda.Ouví-lo é fascinante, pois as vivências, veras e presentes na mente, são detalhadas e muitas,importantes mesmo.Conte-lhe de minha militãncia em Juiz de Fora, na imprensa, é muito bom rememorar aquilo que é, intrínsecamente, parte de nós mesmo...

Andamos , ele a mostrar o prédio, meio a fazer humor com as dificuldades .Vejo e fascino-me com grandes fotografias de casamentos no interior, a noiva caminhando, a noiva lavando os pés,noivas com araras,véus sob o sol, a céu aberto, pés no chão,para depois calçar os sapatos da cerimônia,as parentes ou vizinhas,vestidos com a mesma estampa- no interior é usual que se compre uma peça,para vestir todas as mulheres,todos os homens da casa...Num esquina do Barulho, passeiam duas freirinhas de branco...

Ao centro, o grande painel, iniciado por Yara Tupinambá, a artista plástica, a ser feito até que rostos de jornalistas tomem a superfície da obra, para daqui a alguns anos...




vamos a um jardim lateral e fotografo ,com a digital,chão e céu,folhas e árvores.

E, de volta à sala, o sorriso largo do homem de imprensa que tem de levar adiante o sonho de construir uma AMI digna de seu verdadeiro papel.O Projeto contempla presente, passado e futuro.

O proponente não está envolvido com a cultura?! Os impressos estão encaderandos junto à proposta feita por ele.Os analisadores d proposta apresentada não os leram?

Há certas disparidades e incoerências que nos deixam perplexos e mesmo inconformados.Como é possível? Mas tenho a esperança ,certeza quase,de que pessoas mais atentas e zelosas releiam esse Projeto e que a AMI possa, enfim , ser remodelada para servir dignamente à cultura.Servir melhor, pois, enquanto conversávamos ao final da entrevista, pessoas enchiam o auditório, a ensair o coral, a pensar em "edelweisses", talvez ao ponto de lhes sentir o aroma ...

Clevane Pessoa de Araújo lopes
Diretora Regional do InBrasCi, em Belo Horioznte, MG

N:Por distração, fotografei com flash, donde o brilho de umas fotos...E esqueci de pedir para ser fotografada.mas voltarei , para registrar e ser registrada...

Um comentário:

Lucilene Cardoso Santos Miranda disse...

Meu pai, Joaquim Wilson Mianda, é realmente uma lenda.